Depois de entender que o compositor pode ganhar dinheiro antes da gravação final, surge um comportamento curioso, e muito comum no mercado:
quanto mais música o compositor mostra, menos interesse ele gera.
Pode parecer confuso, mas você vai entender o que queremos dizer.
O erro clássico: querer mostrar tudo
É normal o compositor pensar assim:
- “Vou mandar várias músicas pra aumentar a chance”
- “Uma delas vai chamar atenção”
- “Quanto mais opção, melhor”
Na prática, acontece o oposto.
Quando o artista recebe:
- 10 músicas
- 15 ideias
- vários estilos misturados
Ele simplesmente não escuta nenhuma com atenção.
Excesso gera:
- confusão
- indecisão
- desinteresse
O mercado não quer quantidade, quer qualidade e segurança
Artistas e produtores pensam diferente do compositor.
Eles não estão procurando:
- “ver no que dá”
- “testar possibilidades”
- “apostar em volume”
Eles querem certeza.
E certeza vem quando:
- a música é clara
- o estilo está definido
- a apresentação é profissional
Por isso, 1 música bem apresentada vale mais do que 10 jogadas ao acaso.
Não adianta enviar dez músicas aleatórias no WhatsApp do artista
Ter o contato de um artista já é difícil, mas queimar esse contato é fácil.
Se você já fez ou faz isso, enviar um monte de áudios em sequência e depois a mensagem “escuta aí, se interessar, vamos conversar”, saiba que isso não existe no meio profissional.
A conversa vem antes do envio das músicas.
Você precisa preparar o terreno, ouvir o que o artista está procurando e só então enviar o que ele procura, não o que você quer mandar.
Como trabalhamos diariamente com compositores, e não são poucos, já gravamos mais de 8 mil compositores em mais de 8 países. Portanto, sabemos do que estamos falando.
Muitos enviam várias músicas para análise e dizem: “vou enviar para tal artista”.
Como, na maioria das vezes, conhecemos o vocabulário que o artista usa em suas músicas e o seu estilo musical, já orientamos quais faixas devem ser enviadas, pois, como já mencionamos, não se manda qualquer coisa.
Quando a gente orienta a focar em 1 ou 2, acontece algo curioso:
- o interesse aumenta
- a resposta vem mais rápido
- a conversa flui
Não é mágica.
É posicionamento.
Onde a IA destrói qualquer chance real do compositor
Aqui é importante falar sem rodeio.
Músicas feitas com IA:
- não são vistas como inéditas
- não transmitem identidade
- levantam desconfiança imediata
No mercado real:
- artistas evitam ouvir
- produtores pulam na hora
- empresários não querem risco
Quem usa IA pode até:
- gerar volume
- criar “músicas prontas”
- se enganar com facilidade
Mas não cria oportunidade real.
No dia a dia, quando alguém fala:
“Essa música foi gerada com IA”
A conversa simplesmente morre.
IA gera quantidade. O mercado compra intenção.
A IA até entrega:
- estrutura
- rimas
- melodias previsíveis
Mas não entrega:
- vivência
- intenção artística
- leitura de mercado
E o artista percebe isso nos primeiros segundos.
Por isso, quem usa IA costuma:
- mostrar muitas músicas
- todas parecidas
- sem identidade
Resultado?
👉 nenhuma se destaca e nenhuma é gravada.
Menos músicas, mais estratégia
Os compositores que realmente avançam fazem o contrário:
- escolhem poucas músicas
- refinam a apresentação
- alinham estilo e objetivo
Eles não tentam impressionar pelo volume.
Eles facilitam a decisão.
E decisão fácil gera:
- conversa
- interesse
- oportunidade
Mostrar menos é sinal de maturidade
No mercado, mostrar menos não é fraqueza.
É consciência de jogo.
Quem mostra tudo:
- parece inseguro
- parece amador
- parece perdido
Quem escolhe bem:
- passa confiança
- mostra profissionalismo
- se posiciona melhor
No próximo artigo, vamos falar sobre algo que decide tudo:
👉 o que artistas realmente avaliam antes de gravar uma música de um compositor.
Não é o que você imagina.
E quase ninguém explica isso com clareza.





